para quem poderia olhar naquele momento?
para quem estenderia meu olhar?
eu
apenas eu
só eu sei que tudo já estava ali
orquestrado pelo destino
tudo que nunca esqueci
vê o que eu sinto?
sente o que sinto?
você não sabe nada e me olha com piedade
mas eu já sabia
quando vi você chegar
seu tom de voz
o peso de seus passos no chão
os seus olhos e mãos não sabendo por onde fugir
não tenha pena de mim
a gente vive o que tem que viver
não existe culpa
mas um amor tem que morrer
um amor tem que morrer
28 de janeiro de 2010
Como se deve viver
Estou a pouco mais de uma semana para começar meu novo curso
LETRAS-FRANCÊS
de certa forma uma nova chance, mas na verdade a libertação
não me agrada nem um pouco a idéia de fazer o qeu se espera que se faça, mas quero respirar, me permitir respirar.
Devo estar um tanto influenciada por Sartre, mas eu sempere busquei a liberdade, masi do que a felicidade. E onde estiver quero sentir, e não faze de conta que vivo, em atos repetitivos e rotineiros.
Tuido isso soa romântico, mas não sei dizer naum ao meu instinto mais íntimo, de que tenho que voar sempre, as vezes sem rumo certo, mas não suporto ficar parada.
Já me senti prepotente muitas vezes, mas o que fazer? Meu grande vício é sempre buscar mais, o âmago.
Claro que nunca chegarei ao profundo de tudo, entretanto eu vivo por algo mais e somente um salário no fim do mês, naõ me satisfaz... Alma de músico e ainda por cima poeta é assim...
Quem sabe o que é certo?
Meu pai sempre diz para ir pelo mais fácil. Não gosto das coisas mais fáceis, prefiro sentir dor e pereceber que passei relamente por algo, do que passar pela vida sem sentir o gosto de nada nem de ninguém...
Quem está certo de como se deve viver?
27 de janeiro de 2010
Atração por um livro
Foi amor a primeira vista. Mas precisava estar pronta para me embriagar nele.
Sempre o via lá, na parte mais alta da estante, eu o olhava e seu título gritava dentro de mim, mas realmente é preciso estar maduro para que você entenda o que ele quer te dizer e que isso possa refletir em você, se não é assim, é perda de tempo.
Até que um dia tive coragem, sempre gostei de literatura francesa e por isso tinha medo de pegá-lo e desperdiçá-lo. É como um mapa em suas mãos, se você não sabe ler este mapa, não poderá decifrá-lo e encontrar o tesouro.
Agora que “acho” estar pronta, tive a ousadia de emprestá-lo, sabendo dos riscos. Porém para minha enorme felicidade estamos convivendo bem, tento tirar tudo que posso dele, para que eu não esqueça e com enorme atenção. Não se mostra que é um bom leitor lendo um livro de 300 páginas em dois dias, se mostra se entendeu a história, se numa vírgula percebeu a intenção ou dica do autor.
Um grande segredo está na entrelinhas.
26 de janeiro de 2010
Dia de biblioteca
Hoje, como é de meu costume às terças-feiras, fui a Biblioteca Pública e fiquei encantada com uma descoberta.
Adoro descobrir escritores e deste gostei um pouco mais por ser um conterrâneo. Seu nome é Fernando Burjato e tenho em mãos seu primeiro livro Cabeça, Corpo, Caveira e Alma.
Gostei não pelo simples fato de ser de Ponta Grossa, mas de ser daqui e escrever maravilhosamente bem. Para quem está cansado de mesmices na literatura e não tem pode pagar por um livro, como eu, é super interessante ler este livro de contos.
Mas o que me leva a escrever aqui não é somente o orgulho mas também um aponta de esperança, pois se ele pode, porque outros não?
A realidade é que temos que lutar pelo queremos e se temos talento e competência não importa de onde viemos, mas sim para onde vamos. Como na música brasileira, na literatura os mestres estão muito longe do grande público. Livros não são feitos só para intelectuais, mas para todo aquele que sabe ler ou quer aprender. E como não existe interesse em divulgar esses escritores tudo tem que ser feito pela paixão e pela garra de poucas editoras que investem em seus raros talentos.
Na verdade no Brasil, existe o rio que é a literatura, que ferve em nossas veias, e de um lado a população e de outro as editoras, livrarias e bibliotecas. O que não existe é a ponte. Quem construirá a ponte? O governo? As editoras? Ou quem lê? Na minha visão cada um tem que por um pouco de concreto para fundamentar e construir a estrada e somente esta estrada levará á liberdade.
Ter certeza
Perdi toda esperança
Um livro podeira mudar o mundo
Como a gente cansa
De caminhar no escuro
Entre tantas ruas escuras
Entre o medo que há em nós
Tentei seguir em frente sentindo com o tato cada obstáculo
Parei
Escutei
Vi que não era nada e continuei
Como dá medo viver
Viver como se deve viver
Dá medo
A certeza absoluta é inimiga de toda felicidade
Não quero ter certeza das coisas
Quero viver tudo que há
Um livro podeira mudar o mundo
Como a gente cansa
De caminhar no escuro
Entre tantas ruas escuras
Entre o medo que há em nós
Tentei seguir em frente sentindo com o tato cada obstáculo
Parei
Escutei
Vi que não era nada e continuei
Como dá medo viver
Viver como se deve viver
Dá medo
A certeza absoluta é inimiga de toda felicidade
Não quero ter certeza das coisas
Quero viver tudo que há
Foste
foste o mar
foste o vento
foste tudo
foste o céu
foste o nada
e o momento
foste mudo
foste papel
papel
que mudo fala
palavra que grita e cala
forjada pelo seu véu
quantas intenções cabem em um sentido?
quantos sentidos cabem em uma palavra?
Foste meu sol
e meu abrigo
em plena madrugada
25 de janeiro de 2010
Nova biblioteca fica pronta em 180 dias!!!!!!! Será?
Enviado por Carolina Mainardes, 11 julho, 2008 - 18:37
As obras da nova Biblioteca Municipal devem ter início imediato e ser concluídas em 180 dias. Em licitação realizada esta semana pela Secretaria Municipal de Planejamento, foi definida a empresa responsável pela construção, a Pellegrini Engenharia, de Curitiba. A nova biblioteca ficará na área do Complexo Ambiental, próximo ao Centro da Música, também em processo de implantação. A obra custará R$ 3.590.000 e será financiada pelo programa Paraná Urbano. Segundo a Secretaria de Planejamento, a área total construída é de 2.136 metros quadrados. O prédio terá três pavimentos: no primeiro haverá sala para acervo infantil, módulo policial, almoxarifado para doações, hall de entrada, espaço para exposições, secretaria, área de trabalho, elevador e quatro banheiros, sendo dois deles para portadores de necessidades especiais. No segundo pavimento, serão construídas salas para acervos periódicos, acervo de obras de referência, ilha de consulta informatizada, sala de estudo, acervo de obras raras, sala de preservação e restauro/ seleção e aquisição, sala da direção geral, almoxarifado, sala de multimídia, bibliotecária e dois banheiros. Já no terceiro pavimento haverá duas salas para acervo geral, sala de estudo, três salas de estudo em grupo, oito salas para estudo individual, sala multimídia, sala de computadores, sala de reprografia, quatro banheiros, sendo dois deles para portadores de necessidades especiais. Atualmente, a Biblioteca Municipal desenvolve diversos projetos de incentivo à leitura e à freqüência ao local. Conforme a Secretaria de Educação, Ponta Grossa é a única cidade do Paraná que conta com o comitê de incentivo à leitura “Proler”, vinculado à Biblioteca Nacional. Criada pelo decreto-lei 37, no dia 9 de novembro de 1940, a Biblioteca Municipal ganha sede própria somente na atual administração e deixa de mudar de lugar, como aconteceu nos últimos dez anos.
fonte:http://www.pontagrossa.pr.gov.br/node/4750
Quase chegamos a acreditar que algo realmente fosse ser feito pela cultura em Ponta Grossa, pela população de Ponta Grossa.
Um livro é mais que um amontoado de papéis pregados juntos, são ideias, um conjunto de pistas para entender o mundo e como pensamos e porque agimos de certa forma.
É um crime o que acontece hoje na Biblioteca Bruno Enei, onde os livros vão morrendo aos poucos em meio ao bolor, ao bolor das paredes, ao bolor do poder público, ao bolor da nossa falta de ação.
Os pontagrossenses merecem mais respeito, e tem direito á única forma da população chegar perto da história, e do desenvolvimento intelectual emprestando livros na biblioteca pública.
Emprestando livros, guardando dentro de si para sempre um modo novo de ver o mundo.
As obras da nova Biblioteca Municipal devem ter início imediato e ser concluídas em 180 dias. Em licitação realizada esta semana pela Secretaria Municipal de Planejamento, foi definida a empresa responsável pela construção, a Pellegrini Engenharia, de Curitiba. A nova biblioteca ficará na área do Complexo Ambiental, próximo ao Centro da Música, também em processo de implantação. A obra custará R$ 3.590.000 e será financiada pelo programa Paraná Urbano. Segundo a Secretaria de Planejamento, a área total construída é de 2.136 metros quadrados. O prédio terá três pavimentos: no primeiro haverá sala para acervo infantil, módulo policial, almoxarifado para doações, hall de entrada, espaço para exposições, secretaria, área de trabalho, elevador e quatro banheiros, sendo dois deles para portadores de necessidades especiais. No segundo pavimento, serão construídas salas para acervos periódicos, acervo de obras de referência, ilha de consulta informatizada, sala de estudo, acervo de obras raras, sala de preservação e restauro/ seleção e aquisição, sala da direção geral, almoxarifado, sala de multimídia, bibliotecária e dois banheiros. Já no terceiro pavimento haverá duas salas para acervo geral, sala de estudo, três salas de estudo em grupo, oito salas para estudo individual, sala multimídia, sala de computadores, sala de reprografia, quatro banheiros, sendo dois deles para portadores de necessidades especiais. Atualmente, a Biblioteca Municipal desenvolve diversos projetos de incentivo à leitura e à freqüência ao local. Conforme a Secretaria de Educação, Ponta Grossa é a única cidade do Paraná que conta com o comitê de incentivo à leitura “Proler”, vinculado à Biblioteca Nacional. Criada pelo decreto-lei 37, no dia 9 de novembro de 1940, a Biblioteca Municipal ganha sede própria somente na atual administração e deixa de mudar de lugar, como aconteceu nos últimos dez anos.
fonte:http://www.pontagrossa.pr.gov.br/node/4750
Quase chegamos a acreditar que algo realmente fosse ser feito pela cultura em Ponta Grossa, pela população de Ponta Grossa.
Um livro é mais que um amontoado de papéis pregados juntos, são ideias, um conjunto de pistas para entender o mundo e como pensamos e porque agimos de certa forma.
É um crime o que acontece hoje na Biblioteca Bruno Enei, onde os livros vão morrendo aos poucos em meio ao bolor, ao bolor das paredes, ao bolor do poder público, ao bolor da nossa falta de ação.
Os pontagrossenses merecem mais respeito, e tem direito á única forma da população chegar perto da história, e do desenvolvimento intelectual emprestando livros na biblioteca pública.
Emprestando livros, guardando dentro de si para sempre um modo novo de ver o mundo.
Hoje
Contrasta o teu olho no meu
Liberta-me
Eu quero mais
Transcenda tudo o que sinto
Eu quero mais
Cada pétala
Cada nota
Cada sopro do vento
Pega na minha mão e esqueça se há amanhã
E se não houver?
Estica a vida por hoje
Invente um motivo
Exista enquanto há
Liberta-me
Eu quero mais
Transcenda tudo o que sinto
Eu quero mais
Cada pétala
Cada nota
Cada sopro do vento
Pega na minha mão e esqueça se há amanhã
E se não houver?
Estica a vida por hoje
Invente um motivo
Exista enquanto há
23 de janeiro de 2010
Cada poema
Beba a poesia com um vinho
Doce ou seco
DevagarFeche os olhos
Sinta o aroma
Mas não importa se é de hoje ou de mil anos atrás
Tudo permite-se
Cada palavra deve ser saboreada
Entendida
E guardada
Como um tesouro
No fundo do coração
E mesmo quando não há palavra
Escute
É o teu coração que Deus faz bater
São os galhos da árvore que Ele balança
É o barulho do nada
O tempo que escoa entre os dedos
Ele diz: -Não tenha medo...Toda vida é um poema
Escreve com a pena que
Eu te dei
Viva os sonhos que te fiz sonhar
Doce ou seco
DevagarFeche os olhos
Sinta o aroma
Mas não importa se é de hoje ou de mil anos atrás
Tudo permite-se
Cada palavra deve ser saboreada
Entendida
E guardada
Como um tesouro
No fundo do coração
E mesmo quando não há palavra
Escute
É o teu coração que Deus faz bater
São os galhos da árvore que Ele balança
É o barulho do nada
O tempo que escoa entre os dedos
Ele diz: -Não tenha medo...Toda vida é um poema
Escreve com a pena que
Eu te dei
Viva os sonhos que te fiz sonhar
Palavras Certas
Pensei nas palavras certas
Para tentar explicar o indescritível
Como descrever?
Como entender?
Como falar?
Não quero mais dizer o que você quer ouvir
Vou chorar pra você sentir
Que tudo que vivo é essa dor
Sufocando o coração
Espremendo meu ego
Espalhando as lágrimas no vão do quarto
Inebriando meus passos contados
Para você um abraço
Para mim um sonho
Para você um sorriso
Para mim o valer á pena de uma vida inteira a esperar
Ainda espero
Ainda amo
Ainda me nego
Ainda me engano
Cada dia carregando tudo que eu não sei explicar no coração
Para tentar explicar o indescritível
Como descrever?
Como entender?
Como falar?
Não quero mais dizer o que você quer ouvir
Vou chorar pra você sentir
Que tudo que vivo é essa dor
Sufocando o coração
Espremendo meu ego
Espalhando as lágrimas no vão do quarto
Inebriando meus passos contados
Para você um abraço
Para mim um sonho
Para você um sorriso
Para mim o valer á pena de uma vida inteira a esperar
Ainda espero
Ainda amo
Ainda me nego
Ainda me engano
Cada dia carregando tudo que eu não sei explicar no coração
Lágrimas da Chuva
Meus olhos choraram lágrimas de solidão
E Deus chorou a chuva comigo
Pela primeira vez percebi que não estava sozinha
Uma vez me preguntaram se eu era feliz
Eu dei um sorriso
E esqueci
Porque ela existe
Deve estar muito bem escondida
Dentro de algum porão em mim
E quando
Deus chorou comigo
Descobri que tudo que eu precisava era Dele
E que a vida é a gente que faz e se somos sós
O que há em nós?
E Deus chorou a chuva comigo
Pela primeira vez percebi que não estava sozinha
Uma vez me preguntaram se eu era feliz
Eu dei um sorriso
E esqueci
Porque ela existe
Deve estar muito bem escondida
Dentro de algum porão em mim
E quando
Deus chorou comigo
Descobri que tudo que eu precisava era Dele
E que a vida é a gente que faz e se somos sós
O que há em nós?
PARA AQUELE QUE ESCREVE
Senti o gosto da derrota quando tentei fugir do meu coração
E o que tenho para dizer?
O que tenho em mim que falte em alguém?
Não sei
A vida tem a extensão do horizonte que criamos
Eu tento olhar longe
Mesmo que a vista venha doer
Mesmo que o pára-brisas esteja embaçado
A água no asfalto tenta nos fazer perder o controle
Mas o que nos faz segurar no volante
É toda vontade de decidir para onde vamos
O que queremos
A única coisa que quero fazer é escrever
Não sei escrever
Mas é o meu motivo para existir
Tentar escrever o que falta
E descrever o que vemos
E o que tenho para dizer?
O que tenho em mim que falte em alguém?
Não sei
A vida tem a extensão do horizonte que criamos
Eu tento olhar longe
Mesmo que a vista venha doer
Mesmo que o pára-brisas esteja embaçado
A água no asfalto tenta nos fazer perder o controle
Mas o que nos faz segurar no volante
É toda vontade de decidir para onde vamos
O que queremos
A única coisa que quero fazer é escrever
Não sei escrever
Mas é o meu motivo para existir
Tentar escrever o que falta
E descrever o que vemos
22 de janeiro de 2010
Repara
repara como o vento balança
repara como a folha descansa
com o vento a dançar
repara como a vida passa
e a vista te enlaça
levando pra outro lugar
repara como a glória é inútil
se tudo que se alcança
um coração não mudar
repara
olha como a poesia inunda a vida
e como a vida de amor deve se inundar
repara como a folha descansa
com o vento a dançar
repara como a vida passa
e a vista te enlaça
levando pra outro lugar
repara como a glória é inútil
se tudo que se alcança
um coração não mudar
repara
olha como a poesia inunda a vida
e como a vida de amor deve se inundar
Contraste
contrastei meu coração
com a razão
vendo as nuvens escuras
tapando o azul do céu
e cada pingo que caiu
ironizava a razão
chovia e
fazia sol
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