Às vezes quando me deito para dormir
Não durmo
Penso onde deveria ir
Penso o que deveria esquecer
E sem inspiração alguma
Tenho a coragem de aqui escrever
Pois quando deito para dormir
Não durmo
Penso onde deveria ir
Penso o que deveria esquecer
E lá se vai o tempo
A lua
As horas
Os momentos
Pois eu deveria estar dormindo
E quando o poema começa a ficar chato
O sol começa a surgir devagar no horizonte
E tudo volta ao que deveria ser
Para um louco nunca é bom
Anoitecer
1 de abril de 2010
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